Marcelo Moreira é artista visual e fotógrafo, natural de Pintadas, no interior da Bahia. Cresceu em meio à natureza e, desde cedo, aprendeu a observar o mundo com curiosidade e encantamento — uma escuta atenta à vida que o levou, inicialmente, ao caminho da Biologia. Nesse percurso, desenvolveu um olhar sensível para a diversidade dos corpos, das formas e dos ciclos da natureza. O nome artístico vem da junção entre seu primeiro nome e a fotografia. Essa faz parte da sua trajetória desde a infância por meio de livros, revistas e álbuns de família, tornando-se parte fundante de sua construção social.
Com o tempo, descobriu que seu desejo de observar o mundo vinha acompanhado da urgência em registrá-lo. Foi assim que encontrou na fotografia um modo de expressão. Aos 10 anos, teve o primeiro contato com uma câmera fotográfica e, desde então, segue experimentando formas de narrar o que o atravessa: os corpos, os cotidianos, a ancestralidade. Seu nome artístico, Celografia, nasce dessa travessia — da junção entre seu nome e a fotografia. Atualmente, é estudante do Bacharelado Interdisciplinar em Artes da UFBA, onde amplia horizontes criativos, troca saberes e explora novas linguagens.
Seu trabalho percorre a fotografia artística e documental, valorizando a diversidade cultural, os afetos, as memórias e as narrativas populares. Vive em simbiose com a fotografia, movido pela vontade de conhecer culturas e de se lançar em uma constante (re)construção de si, aprimorando seus saberes e seu olhar para as belezas do mundo ao redor, registrando e compartilhando com o público a riqueza do Brasil.
Sua trajetória, que começou na observação da natureza, hoje se entrelaça com a busca por narrativas sensíveis, plurais e afropindorâmicas. Marcelo acredita na arte como caminho de cura e conexão — um espaço onde o corpo, o espírito e o ancestral caminham juntos.